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A Reforma Sanitária

janeiro 4, 2010

Olá, pessoas!

Bom, primeiramente Feliz Natal atrasado e Feliz Ano Novo! 😉

Depois de muito tempo sem postar no blog, depois de muita comida no Natal e muito champagne no Ano Novo, trazemos mais um tema que foi discutido nas reuniões, A Reforma Sanitária brasileira. Esse é um tema que serve de base para entendermos o contexto de criação do Sistema Único de Saúde  e inúmeros outros temas. Mais uma vez, colocamos à disposição um pequeno texto criado pelo coletivo, os vídeos da reunião (dessa vez o enxugamos para dois vídeos para não torná-lo muito cansativo), os Slides de apresentação e  textos de aprofundamento.

Boa leitura e um grande abraço!

A Reforma Sanitária Brasileira


O início da industrialização traz para as cidades uma enorme massa populacional, oriundas do campo, para viver em condições deploráveis de vida. São essas péssimas condições que fazem aumentar o número de epidemias e consequentemente aumenta a pressão social, que exige do Estado uma maior intervenção em assuntos referentes à saúde.

Essa foi uma realidade que assolou vários países europeus e mais posteriormente o Brasil. A luta por uma intervenção do Estado na saúde não teve, entretanto, um resultado tão imediato como esperado. Na realidade, o sistema de saúde nos moldes atuais foi fruto de um processo lento de conscientização da população e de exigências populacionais, destacando-se nesse contexto a 8ª Conferência Nacional da Saúde e a Reforma Sanitária.

A 8ª Conferência, realizada em 1986 acontece em tempos de fulgor pela redemocratização.  É nesse contexto que cresce os movimentos de saúde e a luta por um sistema que atendesse toda a população. A 8ª Conferência Nacional de Saúde, presidida por Sérgio Arouca, deixa como legado a consolidação da idéia de Reforma Sanitária, um grupo de pessoas que se movimentam em busca das mudanças e transformações de saúde, que atuou durante a Constituinte, auxiliando a construção do Sistema Único de Saúde.

20 anos após a construção do SUS, concluímos que a reforma não findou. Ela não foi um movimento pontual, mas uma ação contínua para que o sistema de Saúde seja na prática o que se descreve em teoria.

São notórios acréscimos que a Reforma Sanitária trouxe para a população, mas essa luta deve continuar. A efetivação de um sistema de saúde equânime, universal e integral depende do controle social, que está nas reivindicações dos estudantes, funcionários e sociedade civil pela melhoria do sistema!

  • Assista aos vídeos da reunião

Assista também à parte 2 e a outros vídeos sobre a Reforma Sanitária:

Conferência Nacional de Saúde – Sérgio Arouca

A Luta pela Reforma Sanitária parte I

A Luta pela Reforma Sanitária parte II

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