O Nome

No final da década de sessenta, a Europa vivia a euforia de um tempo de reconstruçãoo, crescimento e prosperidade econômica. Do ponto de vista material as coisas iam muito bem, porém, as conservadoras universidades européias se mantinham intactas desde antes da 2ª Guerra. Os professores distantes dos seus alunos, pareciam guardiões de um conhecimento estático e desnecessário.

Para os estudantes as universidades eram fábricas de idiotas especializados e sua proposta era a de promover uma reforma total em suas estruturas, no seu espírito, em sua finalidade.

Na França onde o movimento foi mais forte, a última grande mudança no ensino tinha sido promovida por Napoleão, o sistema inchado, dava preferência às chamadas “grandes escolas”- poucas, elitistas e separadas do sistema universitário comum.

Liderados por Daniel Conh Bendit, estudante da universidade de Nanterre no subúrbio de Paris, os estudantes organizaram manifestações e ocuparam prédios da Universidade. O reitor chamou a polícia que agiu com violência. A partir daí, o movimento ganhou as ruas chegando provocar o fechamento da Sorbone e sua conseqüente ocupação.

O movimento estudantil recebe adesões importante de artistas, intelectuais, jornalistas, mais foi o apoio dos operários que acabou desencadeando uma greve geral. Como um efeito dominó, 50 fábricas foram ocupadas, pararam os táxis, os jornais, o metrôs, os correios, o aeroporto, as tevês, um total de 8 milhões de trabalhadores em greve.

“A capital da república viveu desde às 18 horas de ontem, até a madrugada de hoje, cenas de violência, em virtude das manifestações de condenação do assassinato do estudante Edson Luís no Rio de Janeiro. As demonstrações, reuniu centenas de universitários e estudantes secundaristas, além de populares na avenida W3. Aos gritos de “Assassinos”, “Abaixo a Ditadura” e outros, os manifestantes se dirigiam para a praça 21 de abril, mas foram impedidos de ali se reunirem.”

Correio Brasiliense – 30 de março de 1968

“Desconfiem dos chefes, dos heróis. Desconfiem de todas as pessoas de fora que tentam impor a vocês suas estruturas. Façam o que tenham de fazer. Sejam o que vocês são. Se não sabem o que são, descubram”.

(Timonthy Leary)

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“Soyez réalistes, demandez l’impossible”.

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“Foram os estudantes franceses, em maio de 1968 que picharam muros com esses dizeres: “Soyez réalistes, demandez l’impossible”

Eduardo Portella ,presidente do Fundo Internacional de Promoção da Cultura, da UNESCO, usou sua famosa verve para comentar a política cultural e educacional do atual governo. Aos 70 anos, com um sorriso maroto que diz: ”Estou com os jovens das barricadas de Paris”. Para ele, a cultura deve ser do impossível, do desafio.

É a impossibilidade que impulsiona as inovações e as novas descobertas. É a impossibilidade que gera estudos que acabam por resolver problemas. O vôo do mais pesado que o ar, a viagem à Lua já foram impossíveis um dia.

Devemos pedir o impossível porque o possível é fácil de se conseguir. Devemos pedir o impossível para não nos bastarmos com o razoável. Devemos pedir o impossível para não ficarmos estagnados no que já temos. O possível… esse qualquer um faz.”

(Sérgio Serra)

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